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Labirinto da desilusão.

As vezes tem uma coisa dentro de mim que bate, volta, faz uma curva, pega a pista do meio e no fim para no mesmo lugar. Como se ela estivesse em fúria, louca pra invadir todos os espaços do meu peito e finalmente furar a fila da saída, faz um estrago, vira tudo de cabeça pra baixo e no fim da uma risada debochada mostrando o quanto do meu eu ela pode dominar e ainda morar ali por ocupação de espaço vazio. Vai, não acha que eu sou totalmente vazia disso tudo que essa galera sente e que se engana e sente de novo e acha que endoida... eu sinto junto, sou dessas que quando se irrita joga tudo pela janela e depois descobre que tava no primeiro andar. E toda vez que ele deixa de ser um sentimento quieto eu não sossego, eu vou, piro, eu quero e ai eu morro de novo porque a estrada é longa e eu já corri até o fim e só tenho essa vaga. É o labirinto da desilusão contando uma piada pra mim e só o cérebro ri,o coração é parado, maré baixa, quando bate uma brisa ele logo para pra ninguém ver que ele ainda vive. Mas vive. E bate. Forte, faz a curva, pega a pista do meio e no fim ele diz: Você nunca vai esquecer de mim! Ai eu sei que não vou.